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| Monoriginal - Nada é Eterno |
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| Escrito por Prof. Paulo |
| Sex, 17 de Fevereiro de 2012 21:06 |
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A maioria das pessoas sempre buscam um culpado para os seus erros mas apontam para si quando conquistam algo significativo. As pessoas compram idéias facilmente, mas de fato não sabem bem que conseqüências essas idéias irão trazer para suas vidas. Eu vejo muito isso nas carreiras profissionais, onde a maioria absoluta é iniciada no mercado de trabalho em uma carreira que elas não escolheram, mas que foram os seus pais, ou avós que ou fizeram e tiveram sucesso, ou nunca tiveram a oportunidade de seguir essa carreira por algum motivo e transferem os sonhos deles para seus filhos; estes vão batalhar e no meio da faculdade, ou do tecnólogo superior e percebem que não é aquilo que queriam e como já foi gasto muito tempo e dinheiro, se vêem obrigados a terminar o curso. Nos concursos públicos isso também não é diferente. Ninguém sonha em lidar com o público e muitos têm consciência disso, mas pelo salário esquecem, se esforçam para passar em um concurso, cumprem todas as etapas e quando assumem o cargo vão lidar diretamente com as pessoas, justamente aquilo que elas não gostam de fazer. Resultado: um servidor público insatisfeito, bem pago e que não vai fazer o seu trabalho como deveria vai prestar um péssimo serviço à população e provavelmente irá sair daquele cargo para outro concurso que pague mais e que não tenha que lidar com o público. Do mesmo modo ainda no serviço público, vejo pessoas loucas para serem policiais Federais, que sonham em trocar tiros, correr com a viatura policial, fazer prisões, mas ao se esforçarem em todo o processo seletivo a maioria deles não vai para as ruas, mas vão ficar presos em mesas, lidando com a burocracia. Na iniciativa privada também acontece a mesma coisa, no processo de admissão. Se uma empresa renomada abre um processo seletivo, as pessoas se matam em entrevistas, tentam mostrar o seu melhor e se admitidas vão ganhar um salário mediano entre um a dois salários mínimos e meio, um belo título de cargo e agregar o seu nome a o sobrenome da empresa; seria algo mais ou menos assim, prazer, sou Fulano, assistente de marketing da “coca-cola”. O mais curioso é que essa mesma pessoa ao entrar na corporação dos sonhos, pode estar entrando na corporação dos pesadelos. Isso acontece por que o novato para mostrar serviço e capacidade, vai trabalhar sábado, domingo, feriado, dia santo, têm hora para entrar e não têm hora para sair, apesar de receber os direitos trabalhistas e vai ter que dar um jeito de conseguir ter tempo para se atualizar com a cultura organizacional e de fazer cursos pagos do seu próprio bolso para continuar competitivo dentro da organização. Além disso o novato vai querer mostrar o seu potencial, dando dicas e sugestões em assuntos que ainda não entende ou entende superficialmente e infelizmente vai bater de frente com alguém que está há mais tempo. Não são raros os casos em que um novato dá uma boa idéia e que o seu superior imediato se apossa dela e o novato ou fica quieto ou vai para a rua. O fato é que a maioria não consegue manter um ritmo tão forte e são eliminados naturalmente pelo processo de seleção natural corporativo, que é algo que não está escrito em nenhum livro, mas que existe. No entanto, em relação as empresas familiares e as empresas que estão começando, a pessoa não vai ter um título bonito de cargo, provavelmente não terá os sábados livres de manhã e a tarde livres, vai ter hora de entrar e eventualmente irá fazer hora extra forçado, receberá os mesmos um a dois salários mínimos e meio, poderá dar idéias às pessoas certas os donos do negócio e poderão, se conseguirem se adequar à cultura da empresa irem muito mais longe em termos financeiros que aquele que enfrentou um processo seletivo duro e que ficou estagnado em um cargo mediano, ganhando dois a quatro salários mínimos. Empresa conhecida ou pequena e começando, ou familiar, Todos tem o mesmo fim: se aposentam pelo INSS e o único diferencial entre as pessoas é o modo como fizeram a gestão de seu dinheiro. Conheço pessoas que trabalharam em multinacionais, mas que aplicaram mal seu dinheiro, escolheram mal a pessoa que estava ao seu lado, ou que foram inflexíveis em seus relacionamentos e com isso perderam parte do seu patrimônio pessoal em divórcio complicado, foram pais ausentes e que não souberam educar seus filhos dando origem aos marginais de família - bad boys e as patricinhas fúteis inúteis - e que hoje, aposentadas no máximo tem um apartamento mediano e um carro. Do outro lado conheço pessoas que escolheram viver fora dos holofotes corporativos, que se tiveram o senso crítico de escolherem a pessoa que estava ao seu lado, foram flexíveis e souberam fazer uma boa gestão financeira e mesmo ganhando pouco, souberam mesmo na dificuldade serem pais e mães presentes e criaram cidadãos de respeito, que sabem o que querem puderam se aposentar com um patrimônio considerável para os padrões brasileiros. E você, já fez a sua escolha?
Professor Paulo - Monoriginal
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