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| Monoriginal - A revolução dos sacos plásticos |
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| Escrito por Prof. Paulo |
| Qua, 01 de Fevereiro de 2012 13:01 |
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São Paulo proibiu formalmente o uso de sacolas plásticas distribuídas gratuitamente pelos principais agentes de comércio, entendam-se supermercados, padarias e haverá um grande desemprego no setor de representantes da cadeia plástica, uma vez que esse ramo movimenta mais de R$ 200 milhões por ano ou quase 7 bilhões de sacos plásticos consumidos no mesmo período pela sociedade paulista. Procuro ser imparcial em meus textos, mas uma das poucas coisas que me deixa irritado é manipulação barata de informações. Vamos por partes. O setor de sacos plásticos afirma que foram suspensas as encomendas de equipamentos para fabricação de sacos plásticos e que de forma direta e indireta haverá desemprego em massa. Contudo, esse acordo que entrou em vigor e que certamente será copiado por todo o país, já é amplamente divulgado a quase quatro anos! Quatro Anos, ou seja, em 2008. Isso é tempo mais que suficiente para que a indústria saia de sua zona de conforto e busque alternativas para o aproveitamento de seus equipamentos na produção de outras formas ecológicas de sacolas. O mesmo vale para o desemprego em massa. Foram quatro anos para manter o nível de empregados sem contratar mais e retreiná-los para operar equipamentos adequados à nova lei paulista. Para piorar a situação, apelaram ainda para a utilização de sacolas plásticas criadas a partir de resinas obtidas de milho e de cana de açúcar. Ou seja, a proposta absurda é aumentar a área plantada para ao invés de alimentar as pessoas, fazer sacos plásticos. Vamos exaurir os recursos naturais, desgastar o solo, poluir ainda mais os rios, o ar e a terra com venenos agrícolas, erro, desculpe, quis dizer defensivos agrícolas (nome politicamente correto para envenenamento da comida servida nas mesas das pessoas de origem vegetal) para fazer saco plástico que só vai ser usado no máximo duas vezes,a primeira para levar o produto até em casa e a segunda vez provavelmente como saco de lixo. As pessoas passaram boa parte da sua existência carregando seus produtos na mão ou em sacos de tecido ou de couro ou nos mais variados tipos de embalagem. Se houver desemprego nesse setor, esse exército de desempregrados serão absorvidos em outros setores, uma vez que parte deles são trabalhadores especializados em operações de máquinas. Outra parte são os transportadores que levam os sacos plásticos do produtor ao cliente e outra parte é o trabalhador braçal que também é aproveitado em outro lugar. Outra coisa que eu acho cara de pau é que as sacolas de plástico são distribuídas gratuitamente. Isso não é verdade, os custos da aquisição, estoque e distribuição desse sacos plásticos "gratuitos" estão embutidos nos custos operacionais dos estabelecimentos comerciais. Ou seja, o cliente paga por esses sacos plásticos "dados" para carregar as compras. Por outro lado vai estimular a venda de sacolas feitas de material mais resistente e reutilizável. Sacolas de algodão, de TNT, de plástico grosso, de nylon, de garrafa pet reciclada já existem a mais de dez anos. São soluções prontas e ecologicamente corretas.
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