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Página Inicial FIQUE LIGADO Artigo do Dia Concurseiro: preparado para a posse?
Concurseiro: preparado para a posse? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Prof. Paulo   
Ter, 24 de Janeiro de 2012 20:16
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Sinônimo de uma vida financeira e de tranqüilidade, o empregado público (regido pela C.L.T. ou regime próprio como os servidores do Banco do Brasil) e o servidor público (regido pelo Regime Jurídico Único, como os auditores fiscais da receita federal e os policiais federais) são as carreiras mais desejadas entre muitas pessoas dos dezoito aos sessenta anos de idade que querem ganhar bem sem ser escravizados para ganhar pouco, o que freqüentemente ocorre na iniciativa privada.

Contudo, o esforço dispendioso é necessário, horas de dedicação ao estudo, se isolar da família e do que lhe dá prazer até tomar posse. O triste é quando a maioria escolhe o concurso pelo salário e não pela função, e qual não é a surpresa do empregado ou servidor ao descobrir que o salário é maravilhoso, mas a função exercida não é o que ele sonhou.

Pior ainda é que essa mesma pessoa por não ter uma postura séria no trabalho acaba sendo demitido do serviço público, pelo acúmulo de tolices que acredite, se faz, como assediar outro servidor da mesma repartição ou a pessoa que ele está atendendo, chegar tarde e sair cedo, levar para casa objetos da repartição, ou mesmo usar o computador para uso próprio pessoal em pleno horário de trabalho.

O resultado é que todos perdem: de um lado o servidor concursado e bem remunerado que não gosta do que faz e de outro a sociedade que recebe serviços medíocres de um servidor sem vocação.

Geralmente ocorre uma das três opções: ele usa esse concurso como escada para um outro concurso que ele queira de fato exercer o cargo, ou ele entrou nesse concurso para guardar suas economias para demitir-se e abrir um negócio próprio ou ele continua no mesmo cargo até se aposentar.

O servidor ou o empregado público, mesmo que trabalhe conforme o esperado enfrenta ainda dois grandes problemas em suas vidas particulares. A primeira, fácil de lidar, é a inveja, as calúnias que inventam sobre ele, principalmente, quando começa a andar com roupas melhores ou a guiar carros um pouco melhores pagos em sessenta vezes.

O segundo problema chama-se “Maria Contra-cheque” ou “caça-pensão”, sugadores similiares as conhecidas “Maria-chuteiras”. Não pense que só os homens são vítimas, mas as mulheres e os homossexuais concursados e que tomaram posse também são. Posso falar com certa propriedade, pois sou filho de servidores públicos e passei a minha vida toda entre servidores  e não faltam histórias; como o caso de Andréia, 29 anos, corretora de imóveis, uma bela mulher,  que causava torcicolo nos pescoços masculinos e câimbras nas línguas femininas invejosas.

Apesar de ser bem sucedida na profissão, ela estava investindo alto em Antônio, homem baixo, socialmente considerado feio, fora de forma, barriga de chopp, sem graça, careca, cabeça dura e não houve ninguém, de meia idade, mas, servidor concursado, com apartamento próprio na zona sul do Rio de Janeiro, carro bom, divorciado e sem filhos com salário de quase quinze mil. Me lembro bem,  ouvi Andréia dizer que iria engravidar dele, ainda naquele semestre.

Já Eliete, outra conhecida minha, sem nenhum atrativo especial, tipicamente recatada interiorana. Na época ela estava na casa dos quarenta anos, nunca teve um namorado, nem teve recursos para cuidar da aparência ou mesmo comprar roupas boas, sempre ganhou pouco e vivia atolada em dívidas. Mas depois que tomou posse em um concurso público que em 2004 pagava quase cinco mil reais, os homens passaram a prestar atenção nela e a disputavam como se fosse a final do Brasileirão e Eliete fosse o grande prêmio!

A última vez que a vi, em 2006 estava grávida de oito meses e casada outro conhecido meu, quinze anos mais jovem que ela. Na época de solteiro todo final de semana ele estava com uma mulher diferente nas baladas e o pai dele, cansado de bancar as farras do filho o encurralou e disse para ele tomar uma atitude, pois não daria mais dinheiro a ele.

Bem, digamos que a atitude dele foi casar com a Eliete e continuar na boa vida:  praia de segunda a sexta de manhã e academia a tarde, mas nada de boate nos fins de semana, para ficar a disposição da sua amada e marcar território (!).  
A diferença entre Antônio e Eliete é grande, em termos de proteção de patrimônio. Se Andréia se separar de Antônio, vai conseguir uma bela pensão além de levar alguns bens dele. Eliete, por outro lado foi mais esperta, se casou em regime de separação total de bens e esse meu conhecido não vai levar um centavo de tudo o que ela construiu como servidora pública.

Cuidado com os “novos amigos e amores”, após concursado e empossado, a melhor maneira de seguir a vida é confiar em quem já se confiava e desconfiar de amores e amizades relâmpago com excesso de mimos, e claro, se exibir é pedir uma “Maria contra cheque” na sua vida, então, sejamos discretos!

 

Professor Paulo - Monoriginal

 

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