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| Monoriginal - O Brasileiro já teve o seu bat-cinto |
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| Escrito por Administrator |
| Seg, 02 de Janeiro de 2012 18:54 |
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Entre 1986 a 1990, foi sinônimo de status social usar uma “pochete” presa ao cinto, também chamado de bat-cinto, onde podia ser encontrado de tudo um pouco, mas logo saiu de moda, quando se tornou popular. Contudo entre 1998 a 2004 com as novas tecnologias o brasileiro literalmente ressuscitou o seu bat cinto só que na versão high tech: Pager, agenda eletrônica e aqueles primeiros celulares com uma bateria de reserva, para os tagarelas de plantão, acomodados nos cintos. Os celulares daquela época eram chamados de tijolões, de tão grandes e pesados e que faziam uma única coisa: fazer e receber ligações. Naquela época, ter um celular era uma questão de status social e eles eram expostos no cinto, apesar de medirem quase um palmo de comprimento. Contudo, para alguns um celular era pouco, os mais abastados tinham dois celulares, os engenheiros e técnicos de manutenção que trabalhavam em campo tinham um celular pessoal, o celular da empresa e o rádio de curto alcance para falar com os outros profissionais(Nextel ainda não tinha sido implantado no Brasil). As pessoas quando iam aos restaurantes colocavam os celulares sobre a mesa e quem não tinha um celular olhava para quem o tinha com inveja, admiração ou um pouco de cada. Toques personalizados, webcam integrada, som estéreo e televisão e celular com dois chips eram ficção científica na época. Os primeiros celulares, as telas ou eram de led vermelho ou led verdes, analógicos, custavam quase 3000 dólares e estavam disponíveis apenas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Curiosamente, para receber a chamada, quem discava pagava uma tarifa muito alta e quem recebia também pagava a ligação, havia muitas áreas de sombra, celular era de conta, pois não existia o celular pré-pago. Hoje um celular dos mais simples já tem agenda eletrônica, toques polifônicos, tela de alta resolução, Pager, jogos, acessa a internet, a bateria dura pelo menos dois dias sem recarregar e é tão fino e leve que pode ser guardado em qualquer lugar, menos no cinto, já que a sociedade agora condena novamente quem usa qualquer coisa pendurada no cinto e qualquer um pode ter um celular pré-pago . Mas quem sabe, quando surgir algo que seja exclusivo e que vire símbolo de status social, não vai andar pendurado de novo no bat-cinto?
Professor Paulo - Monoriginal
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